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HISTÓRIA
DO BASQUETEBOL SOBRE RODAS
Antes
de entrarmos diretamente no assunto basquetebol sobre rodas, deve-se
salientar que o que início oficial do esporte adaptado deu-se
por volta de 1944, ao final da Segunda Guerra Mundial, quando os soldados
voltaram para os seus países de origem com vários tipos
de mutilações e outras deficiências físicas.
As primeiras modalidades tiveram origem na Inglaterra e nos Estados
Unidos.
Fontes históricas nos descrevem que a Segunda Guerra Mundial
deixou grande número de pessoas portadoras de deficiência,
que começaram a se organizar e desenvolver várias atividades
esportivas e recreativas. Sabe-se que o basquetebol é uma modalidade
interessante, e, acima de tudo atraente, não só para os
andantes, como também, para os cadeirantes. Pesquisou-se e foi
encontrado que o basquetebol em cadeira de roda surgiu por volta de
1946, na divisão da PVA (Paralyzed Veterans of América)
em New England, EUA.
Em 1948, foi realizado nos EUA o primeiro campeonato nacional de basquetebol
em cadeira de rodas organizado pela PVA, que teve a participação
de seis equipes. Neste mesmo ano, se formou a primeira equipe de basquetebol
em cadeira de rodas para representar os EUA composta somente por cidadãos
americanos que não eram militares ou veteranos de guerra.
Em 1958, os portados de paraplegia Robson Sampaio e Sérgio Del
Grande que, após tratamento e reabilitação nos
Estados Unidos, tiveram contato com o basquetebol adaptado, trazem a
modalidade para o Brasil, fundando duas equipes pioneiras: o clube dos
Paraplégicos, no estado de São Paulo, e o clube do Otimismo,
no Rio de Janeiro.
Atualmente, o Brasil conta com mais de 60 equipes masculinas de basquetebol
em cadeira de rodas e seis equipes femininas. Estas têm a sua
frente a ADD -Associação Desportiva para Deficientes-
e pessoas importantes, que necessitam dispensar, além do entusiasmo,
o dinamismo para conseguir o progresso deste esporte em nosso País.
O Basquetebol em cadeira de rodas torna-se um dos principais esportes
para as pessoas portadoras de deficiência física. No Torneio
Pré-Olímpico realizado na cidade do México em 1999,
o BRASIL perdeu para a equipe do México a sua chance de classificar
para as Para-olimpíadas de SYDNEY, tanto no Masculino como no
feminino. Desse modo, ficou em 4º Lugar. Em 1996, na Olimpíada
de Atlanta (EUA), o BRASIL participou das Para-olimpíadas com
a equipe feminina e ficou em 8º lugar.
Algumas regras do basquetebol de cadeirantes se assemelham às
do Basquetebol dos andantes, por exemplo: a dimensão da quadra,
a altura de cesta. Com relação aos jogadores, cada equipe
deve iniciar o jogo com 5 jogadores no mínimo. Estes recebem
individualmente uma pontuação conforme a sua classificação
funcional e a soma de pontos dos cinco jogadores em quadra não
pode ultrapassar 14 pontos.
Quanto à classificação funcional, a pontuação
de cada atleta varia de 1.0, 1.5, 2.0, 2.5, 3.0, 3.5, 4.0 e 4.5 pontos,
sendo que o ponto 1.0 é atribuído a jogadores que normalmente
apresentam uma lesão alta que possa comprometer seu equilíbrio
de tronco e seus membros superiores; o ponto 4.5 pode ser atribuído
àquele atleta considerado de deficiência mínima
que apresenta uma lesão baixa, por exemplo, uma amputação
do membro inferior (abaixo do joelho).
A cadeira de rodas, sempre que possível, é feita sob medida,
levando em consideração a limitação física
e a característica do jogador no que respeita ao jogo de basquete.
Os atletas que iniciam a prática do basquetebol em cadeira de
rodas devem passar por alguns procedimentos, dentre eles avaliação
com médicos, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas,
preparadores físicos e classificadores funcionais.
Finalizando, o basquetebol sobre rodas exige todas as habilidades do
basquetebol convencional, isto é, uma técnica apurada
dos fundamentos e um bom condicionamento físico, além
de raciocínio e reflexos rápidos, acrescentados por uma
característica importante que é uma alta habilidade no
manejo da cadeira de rodas. Esta modalidade é um desporto tão
complexo quanto o basquetebol convencional, já que também
exige uma boa coordenação, velocidade com um grande número
de gestos (passes e arremessos) e as situações com o companheiro,
o adversário, a bola, a quadra, a cesta e mais a cadeira de rodas.
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